28th julho, 2010

Diego Figueiredo o mago da guitarra brasileira

Diego Figueiredo, o guitarrista brasileiro que fez  norte-americano George Benson chorar

Há 30 anos nasceu na cidade de Franca – São Paulo, o brilhante músico do cenário brasileiro, Diego Figueiredo.
Diego é considerado pela crítica especializada, um mago da guitarra brasileira. Além de guitarrista, o artista é dotado de excelentes  habilidades com o violão, cavaquinho, viola, bandolim e contra-baixo. O talento de Diogo vai mais além. É também produtor, arranjador e multi-instrumentista.
Suas habilidades artísticas ultrapassaram as fronteiras de seu país e sua fama já percorrereu vários continentes.

Diego "Ganhei meu primeiro instrumento musical aos 6 anos de idade,um bandolim"

Em 2005, participou do “Montreux Jazz Festival”, um dos mais conhecidos festivais de musicais, que se realiza na Suíça. Lá foi aclamado um dos três maiores guitarristas do mundo. Em 2007 conquistou o 2º lugar no “Montreux Jazz Guitar Competition”, presidido pelo guitarrista norte-americano George Benson, que com lágrimas no rosto de emoção ao assistir a brilhante interpretação na guitarra o tema de Round Midnight. Declarou; “Diego é um dos maiores guitarrista que eu já vi em toda minha vida”.

O jovem artista, para além de talentoso é reconhecido por onde passa, não só pela fama e talento, mas por ser, um ser humano, simpático, tranqüilo e fala com prazer e alegria de seu trabalho e de seu primeiro instrumento musical que ganhou de presente de seu pai quando tinha apenas 6 anos de idade, um bandolim. E foi assim, num clima bem descontraído, que Diego falou ao Quadros-cultura.com, quando esteve apresentando na terra de Camões, em sua quarta turnê, com o espetáculo; BossaJazz.

Estarei em Outubro em turnê nos apíses asiaticos"

QC – Como e quando o Diego descobriu que a música faria parte de sua vida profissional?
DF- Quando eu tinha 6 anos de idade,  meu pai me deu um Bandolim e me empolguei com o instrumento e aos 12 anos comecei a tocar profissionalmente em barzinho, em Franca, minha terra natal. Depois comecei a tocar em bailes, e aos 15, comecei a tocar guitarra e dei inicio a minhas participações em festivais por todo pais.

"Já me apresentei em mais de 40 países e"

QC- E quando  seu trabalho começo a ser reconhecido no Brasil?
DF- Em 2000 ganhei o “Prêmio Visa de MPB instrumental” em São Paulo. Com apenas 20 anos de idade, fui considerado o melhor solista brasileiro da nova geração. Este prêmio é um dos mais importantes da música brasileira. Depois deste prêmio, minha carreira tomou dimensões internacionais e hoje contabilizo mais de 40 países por onde já me apresentei.

QC- Já se apresentaste na Europa, América do Sul e Norte. Qual o próximo continente que pretende se apresentar?
DF – Em Outubro deste ano, estamos agendados para fazer apresentação na Ásia. Vamos fazer concertos  no Japão, Coreia e de lá vamos descobrindo mercado para fazer apresentação em outro países asiáticos. Como a minha música é instrumental, toco “Tico no Fubá” no violão, é aceito em qualquer língua, em qualquer sintonia.

QC- Diego foi premiado em um dos festivais mais importante realizado na Europa, o Montreux Jazz Guitar Competition, presidido pelo guitarrista norte-americano George. Qual a mais valia que este prêmio para tua carreira?
DF- Foi algo magnífico para minha carreira internacional. Todos os outros festivais prestaram atenção no meu trabalho e abriram as portas. Através desta premiação participei de inúmeros outros festivais em diversos países.

" O público brasileiro é mais sensivel que o europeu"

" Tenho 14 CDs gravados"

QC- E no Brasil, o que melhorou para você profissionalmente?
DF – No Brasil, ta melhorando a sena da música instrumental. Trabalhei cinco anos com Belchior e no meio do concerto eu fazia minha apresentação solo, gravei dois  Cds com ele.

QC- Ao longo de sua carreira já gravaste quantos CDs ?
DF- Tenho quatorze CDs gravados, em oito países. Estar sendo lançado este ano um no Japão e outro no Brasil “Vivência” pela gravadora, Biscoito Fino.

QC-
Você tem uma experiência profissional bem ampla e já se apresentou em diversos países. Consegue perceber alguma diferença do público europeu para público brasileiro.
DF- Sim. O público europeu tem muito mais acesso a arte, (música, dança, teatro etc. …) do que o público brasileiro. Porem o público brasileiro é muito mais sensível. Eu já tive oportunidade de ver senhores chorando de emoção ao assistir uma apresentação minha, mesmo sem ter muito conhecimento ,  eles sentem a música de uma forma totalmente diferente do europeu.

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22nd julho, 2010

Bethania apresenta recital na Casa Fernando Pessoa

Casa Fernando Pessoa foi pequena demais para acolher fãs de Maria Bethania

O recital da tarde de quarta-feira (21) em agradecimento ao galordoamento de mérito “Odem do Desassego”, que Maria Bethania recebeu, no Rio de Janeiro, em 8 de Março deste ano (Instituto Moreira Sales), estava programado na Casa Fernando Pessoa para 17h30, no entanto,  por volta das 16h00, uma longa fila já se formava na porta de entrada do domicilio, em Campo de Ourique, Lisboa,  aonde Fernando Pessoa residiu os  seus últimos 15 anos de vida.

"Escadas serviu de acomodações"

A presidente da CFP, Inês Pedrosa, pediu a compreenção pelas acomodações, dizendo qui; “Isto é uma casa museu, não é um auditório, ou um coliseu”, explicou Inês, solicitando a colaboração de quem estivesse sentado nos lugares reservados para comitiva de Bethania, que levantasse para que a artista pudesse dá inicio a sua apresentação. Poucos foram aqueles que se levantaram e, com meia hora de atraso a fã e divulgadora da obra de Pessoa, há 39 anos, acompanhada por dois músicos, nomeadamente Carlos Cesar (percussão) e Jaime Alem (violão) apareceu  ao público, deu as boas vindas às centenas que esperavam ansiosamente, interpretando “Santa Barbara”,(composição de Roque Ferreira)

“... é possível uma boa e devida educação, nas escolas públicas brasileiras”.

O público ouvia atentamente, nas três salas e até nos jardins, alguns sentados, outros nas escadas e vários de pé, mas todos eram unânimes num desejo; apreciar o espetáculo que Bethania apresentava. Além de declamar a poesia de Pessoa e trechos de Clarice Lispector, Amália Rodrigues e outros poetas de países lusófonos, cantou várias canções e fez elogios aos poetas e cantores brasileiros entre eles; Ferreira Gullar, Vinicius de Morais, Tom Jobim e ao rei do baião, o saudoso Luiz Gonzaga.

"...cadência e o ritmo desassossegado do meu coração”

A artista afirmou o seu carinho e preferência por Fernando Pessoa, dizendo que Pessoa é a minha tradução mais fiel… suporta minha respiração, minha cadência e o ritmo desassossegado do meu coração”. Disse ainda; “Fernando Pessoa é berço de cada trabalho e fonte da minha sede”. Esta citação fez em homenagem a seu professor, Nestor Oliveira, de uma escola pública em Santo Amaro da Purificação, sua terra natal. De acordo com Bethania, o professor Nestor foi quem a ensinou a apreciar poesia, com o seu irmão Caetano Veloso. Bethania fez questão de explicar, que quando fez esta mesma apresentação numa cimeira de Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) no Itamaraty (Brasília) sede do ministério das relações exteriores brasileiras, mostra-se  “…bem que é possível uma boa e devida educação, nas escolas públicas brasileiras”.

O recital, perlongou-se durante uma hora e a diva brasileira encerrou cantando “O Que é o Que é” juntamente com seus fãs,  composição do saudoso e inesquecível Gonzaguinha.

“Viver
É não ter a vergonha de ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser um eterno aprendiz
Ah! Meu Deus, eu sei, eu sei
Que a vida devia ser bem melhor e será
Mas isso não impede que eu repita
É bonita, é bonita, é bonita”.

Katrin: “ Viajei da Estônia até aqui só para ver Maria Bethania cantar"

Patricia: "Bethania é o máximo"!

Os que tiveram o privilégio de conseguir um espaço no auditório principal, com capacidade para 80 pessoa, falaram do prazer de ouvir e ver Maria Bethania bem de perto, como foi o caso da médica oriunda da Estônia, Katrin “ Viajei da Estônia até aqui só para ver Maria Bethania cantar… já tinha visto este recital em Brasília e vi novamente aqui. É simplesmente lindo!” Disse a médica ao Quadros-Cultura.com

Para a conterrânea de Maria Bethania, a atriz Patrícia Dumont, residente em Portugal há 9 anos, o recital foi indescritível de bom. “ Bethania é o máximo! Estive assistindo à apresentação que ela fez em homenagem ao nonagésimo aniversário da mais famosa fadista lusitana, Amália Rodrigues, ontem na Basílica da Estrela. Hoje vim aqui para ouvi-la novamente recitar os versos de Pessoa. Gostei muito”, declarou Patrícia ao Quadros-cultura.com.

A artista brasileira faz mais duas apresentações em terras lusitanas. No dia 22 em Cascais e 24 na Cidade Invicta, Porto.

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