Raspa de Tacho lançam CD “Choro Malandrinho”
Mesmo numa noite fria e de futebol, quarta-feira (18), decisivo para a classificação de Portugal para a copa do mundo, a luxuosa sala do Palácio Foz, em Lisboa, se encheu para ouvir o quarteto de choro “Raspa de Tacho”.
O grupo é formado por dois portugueses apreciadores da cultura brasileira – João Vaz (Sax Soprano), que morou 15 anos no Brasil e estudou musica no Conservatório Brasileiro de Música (CBM), no Rio de Janeiro e João Fião (Percussão), que embora não conheça o Brasil, é um grande conhecedor da música brasileira – e os brasileiros Gabriel Godoi (Violão 7 Cordas) e Tércio Borges (Cavaquinho), que moram em Lisboa há vários anos.
O quarteto profissional da musica possui grandes afinidades com a musica instrumental de choro e cantam juntos há vários anos. Baseados nesta afinidade, resolveram gravar esta fusão cultural luso-brasileira com o lançamento de seu primeiro CD, numa produção independente que tem como titulo “Choro Malandrinho”.
O CD possui um repertório de composições de sua autoria e clássicos de compositores imortais brasileiros. Entre as composições encontram-se “Choro Malandrinho”, “Paraty Lisboa”, “Bang-Bang á Italiana” e “Baião Primeiro”. Entre os grandes e saudosos compositores clássicos do choro presentes no “ Choro
Malandrinho” encontram-se Pixinguinha, cantor e compositor carioca, com “Lamentos” e o mestre do cavaquinho Waldir Azevedo, considerado um dos maiores representante do choro no Brasil, com ”Vê Se Gosta”. Outra gravação marcante é “Na cadência do Samba” e “Que bonito é”, composição do pernambucano Luís Bandeira.
Quanto ao nome do quarteto “Raspa de Tacho” o autor, Gabriel Gadoi, disse que a inspiração surgiu baseado nas lembranças de sua infância. “Quando ia a casa na minha avó, gostava de raspar a comida que ficava no fundo da panela, pois acreditava que lá estava o melhor. Daí surgiu a ideia do nome para batizar nosso grupo, porque acredito que o choro faz um paralelo com a culinária, a mistura dos temperos para temperar a comida. O choro é resultado da mistura de ritmos da musica portuguesa, que chegou ao Brasil no século XIX para embalar as festas reais na corte, e foi se misturando com os ritmos brasileiro, africanos e vários outros. Desta mistura surgiu o choro”, esclareceu Godoi.
Ainda na expectativa de uma distribuidora para o seu trabalho, os “Raspa de Tacho” irão se apresentar no cenário igualmente luxuoso do Museu Nacional dos Coches domingo dia 29 de Novembro, pelas 17h00 (entrada gratuita), e planejam lançar o disco brevemente no Brasil.
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(fotos João Teixeira)
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