
Abadá-Capoeira e Roda de Choro de Lisboa animam tarde no CCB
Na tarde de sábado, (29) um vasto grupo de pessoas se reuniram no pátio e jardim do Centro Cultural de Belém, em Lisboa, para assistirem apresentação de Abadá-Capoeira comandado pelo mestre Chá Preto e do quinteto franco-luso-brasileiro; Roda de Choro de Lisboa.
O grupo formado por alunos e professores, interagiram com uma plateia de todas as idades. Até os pequeninos de cinco anos, aprenderam os passos capoeiristas ao som do berimbau, tambores, pandeiro e palmas. Teve até prêmio de camiseta para o melhor aluno. Ao término de cada apresentação, o mestre Chá Preto dava as coordenadas para o desafio seguinte e, com o bom gingado brasileiro, convidava a todo momento quem estava sentado a participar em novos desafios. Ao mesmo tempo que o público interagia com os capoeiristas, Chá Preto, agradecia o carinho dos aplausos dos admiradores e, explicava a origem da Abadá-Capoeira e os trabalhos que vem desenvolvendo em prol da divulgação da cultura brasileira.
De acordo com o Mestre, a capoeira é uma arte afro-brasileira, interdisciplinar que engloba vários aspectos desportivos, culturais, marciais e artísticos. Um movimento livre de credo, cor, política, posição social ou qualquer preconceito, no qual todos podem participar. “Nosso objetivo é levar nossa cultura em qualquer parte do mundo.
Estamos presente em trinta países, realizando seminários, palestras e projetos. De acordo com o site oficial “Abada-Capoeira”, a capoeira foi liberada no Brasil em 1937, quando uma variação da Capoeira foi apresentada ao então presidente, Getúlio Vargas. Surgiu assim a Luta Regional Baiana ou Capoeira Regional, criada por Mestre Bimba.
O tempo parecia voar, igualmente como o movimento de pernas dos alunos e professores de um lado para outro, quando o Mestre Chá Preto agradeceu o carinho de todos e se despediu. No rosto de cada um era possível notar o desejo de querer mais, mas era realmente o fim. Aliás havia mais um evento programado para a mesma soirée, entitulado Roda do Choro, no que engloba o calendário de verão do “CCB fora de si”. Desta feita, o espectáculo foi nos Jardins das Oliveiras nas margens ao Rio Tejo.
O sol ainda era forte e os visitantes procuravam o melhor local por baixo das árvores, à espera do quinteto franco-luso-brasileiro: Roda de Choro de Lisboa, que na Hora H, deu início a sua bela e contagiante apresentação. O jardim já estava completamente lotado e cada vez chegava mais gente. O quinteto formado por: Etienne Lamaison (clarinete), Eduardo Miranda (bandolim), Carlos Lopes “Bisnaga” (acordeão), Nuno Gamboa (violão de sete cordas), Alexandre Santos “Barriga” (percussão).
O Chorinho surgiu no Rio de Janeiro em meados do século XIX. A chegada da corte portuguesa em 1808, foi a matriz deste gênero musical, o qual juntou as danças de salão européias em voga (polca, mazurca, valsa, scottish) com o lundum e a modinha. Esta mistura de influências culturais aproxima-o ainda do fado, da morna e do tango.
E para quem não viu a famosa Roda de Choro de Lisboa tocar pela primeira vez no CCB, pode assitir todas as terça-feira ao Lusitana Clube, em Alfama, a partir das 22h00. Vale a pena conferir.













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