Percussionista brasileiro Boccato no Verão Lisbon Jazz Summer School
O percussionista brasileiro Rogério Boccato estará em Portugal de 16 a 24 de Julho de 2010, como elemento do Danilo Perez Quintet, para orientar o Curso de Verão da Lisbon Jazz Summer School (LJSS) promovido pelo Centro Cultural de Belém.
Rogério Boccato tem um percurso extraordinário. Enquanto músico, tocou com Tom Jobim, Hermeto Pascoal, Milton Nascimento, Egberto Gismonti, João Bosco, Joe Zawinul, John Pattituci, Kenny Garrett,Joe Lovano, Brian Blade, entre muitos outros. Músico e professor, Rogério Boccato é um dos maiores especialista na aplicação da percussão e ritmos brasileiros na linguagem jazz.
O curso terá direção Pedagógica de Danilo Perez (piano),Adam Cruz (bateria), Ben Street (contrabaixo), Rudresh Mahanthappa (saxofone alto) e Rogério Boccato (percussão). Aulas de instrumento, combo, masterclasses e open combo, compõem a estrutura curricular deste curso dirigido a estudantes de jazz e músicos profissionais portugueses e estrangeiros.
Às terças-feiras, Choro alegra o centenário Lusitana Clube
Chamam-se Roda de Choro de Lisboa. Um quinteto luso-franco-brasileiro, que há mais de dois anos, animam no Lusitano Clube em Alfama, todas às terças-feiras, a partir das 22h30, duas centenas de dançarinos e admiradores do Chorinho, que de choro, só tem mesmo o nome, pois o quinteto leva alegria a todos que lá comparecem.
Rui Valente:"O Choro veio do Brasil para alegrar o coração dos portugueses"
Barriga: "O Choro é parte de minha cultura"
O grupo é liderado pelos portugueses; Carlos Lopes “Bisnaga” -- (acordeão e direção musical), Nuno Gamboa (violão sete cordas e direção artística), os brasileiros; Eduardo Miranda (bandolim), Alexandre Santos “Barriga” (percussão) e o francês, Etienne Lamaison (clarinete). O quinteto completa do trio cultural de Alfama, onde é possível curtir no início das escadarias o Jazz e, logo à direita da mesma rua, o Fado. “Há divertimento para todos os gostos”, disse o empresário, Rui Valente ao Quadros-cultura.com. “Aqui neste pequeno espaço de Alfama temos um autêntico trio cultural, Jazz, Choro e Fado. Freqüento o Lusitano Clube há bastante tempo e desde que descobri apresentação da Roda de Choro aqui às terças-feiras, venho sempre, pois acredito que a música instrumental é a essência da musica brasileira”. Rui acrescentou ainda que o Choro veio do Brasil para alegrar o coração dos portugueses.
Para o integrante do grupo, o brasileiro residente em Portugal há 17 anos, Alexandre Santos “Barriga” o Choro é parte da sua cultura, é uma música que representa bem o seu país.
Miguel Sermão: "O Choro é uma língua de união"
Guida Guerra:"Temos aulas de dança aqui e depois colocamos em prática aqui mesmo"
São diversos os freqüentadores do histórico Lusitana Clube e fãs da Roda de Choro e todos deleitam-se em elogios à casa e ao quinteto. O actor angolano, Miguel Sermão, disse que a Roda de Choro de Lisboa promove intercâmbio cultural entre as pessoas. “Aqui é um local de encontro, onde as pessoas que normalmente, não se falam e nem se vêem no dia-a-dia, se encontram aqui. P’ra mim o Choro é uma língua de união, sou fã deste grupo há muito tempo, sou fã da cultura brasileira”. Declarou Miguel aoQuadros-cultura.com.
O Lusitano Clube também é um espaço onde se aprende a dançar com o professor Luiz e, nas terças-feiras, alunos e alunas põem em pratica o que aprenderam, como acontece com a aluna, Guida Guerra que aprendeu a dançar diversas modalidades, entre elas, samba, gafieira, swing e forró. “Temos aulas; terças e quinta-feira e depois colocamos em prática o que aprendemos aqui na apresentação da Roda de Chora”.
O “choro” diz-se ter origem nos subúrbios do Rio de Janeiro, principalmente após a abolição da escravatura no Brasil em 1850, com a influências da música e instrumentos forasteiros e da reforma urbana. Não é possível determinar a que categoria musical pertence o choro, uma vez que se trata de um som devéras único.
Dezenas de pessoas lotam o salão de dança
Característico do ritmo, o quinteto gera uma mood de um mundo musical, por vezes intenso, por vezes sentimental, graças à sensabilidade de cada um dos seus músicos. Eles conseguem, não só manter um alto nível de sofisticação, como também um verdadeiro senso de prazer. Ao contrário do que o nome sugere, o choro, gera uma ritmo agitado e alegre. Além disso, requer uma elevada técnica, que só músicos estudiosos podem alcançar.
Roda de Choro de Lisboa gravou o seu primeiro disco “Choro Malandrinho”, no qual, interpretam composições de Pixinguinha, Jacob do Bandolim e Waldyr Azevedo. Melodias de outros tempos que nos fazem bater o pé e dançar com alegria.
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