11th fevereiro, 2010

Mulheres cientistas em exposição em Lisboa

Cientistas lusófonas descobertas

Joana Barros: "O meu próximo projeto será um documentário em Moçambique".

Vidas a Descobrir é o título da exposição de fotografia da portuguesa Joana Barros e do premiado fotógrafo brasileiro Juliano Gouveia, exposta na livraria Ler Devagar, na Lx Factory, em Lisboa, de 4 de Fevereiro a 7 de Março.

Parque Nacional da Capivara, Piauí

A exposição complementa o lançamento do livro com o mesmo título, um projeto da Associação Viver a Ciência (VAC), em parceria com vários escritores, jornalistas e fotógrafos lusófonos, que tem como objetivo romper com estereótipos associados a cientistas, não só ao nível dos seus atores – de diferentes etnias, motivações e contextos culturais – mas também ao nível de questões científicas e de ambientes de trabalho.

A coordenadora do projeto do livro “Vidas a Descobrir”, Joana Barros, falou a quadros-cultura.com da alegria de estar realizando a exposição, apesar de ter formação em Biologia Molecular.

A bióloga Joana Barros coordenou o projeto do livro e ainda contribuiu como fotógrafa

Descobriu que fazer fotos seria uma profissão que abraçaria com prazer: “O objetivo, a principio, era só fazer o livro com reportagem e com fotografias de mulheres cientistas dos países lusófonos, mas logo na primeira reportagem escolhemos uma jornalista, Ana Sousa Dias, e um fotógrafo brasileiro, Juliano Gouveia, que estava começando a carreira, e tudo deu tão certo e tínhamos tanto material que resolvemos também expor as fotografias que não foi possível colocar no livro”. Joana disse ainda que Juliano também irá fazer uma exposição no Brasil.

Ler Devagar - os livros sairam das máquinas e tomaram conta da gráfica...

As 54 fotografias expostas foram realizadas em 2007 e 2008 na Guiné-Bissau e no Brasil. As imagens do Brasil foram registradas no Parque Nacional da Capivara (Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO), estado do Piauí, que abriga um importante sítio arqueológico com indícios da mais antiga ocupação do homem em terras americanas, descoberto e dirigido pela arqueóloga Niède Guidon, nomeada em 2005 para o Prémio Nobel da Paz.

As imagens dos dois países que compõem a exposição, retratam diferentes culturas e desafios, de mulheres que escolheram dedicar as suas vidas à busca do conhecimento. A guineense Amabélia Rodrigues (epidemiologista) e a brasileira Niède Guídon, são duas das dez cientistas lusófonas, cujas histórias foram reunidas no livro “Vidas a Descobrir”.

Exposição “Vidas a Descobrir”
4 de Fevereiro a 7 de Março

Ler Devagar
Lx Factory
Rua Rodrigues Faria, 103, Lisboa
Terça a Quinta: 12h00-24h00
Sexta e Sábado: 12h00-02h00
Domingo:  12h00-22h00

(fotos João Teixeira)
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5th fevereiro, 2010

Renato Rodyner diz “presente!” na ajuda às vítimas do Haiti

Artistas plásticos juntam-se em Lisboa para mega-exposição de solidariedade

Renato Rodyner: "Estou numa fase temática de sentimentos e relações"

Renato Rodyner, artista plástico brasileiro radicado em Portugal há vinte anos, expõe na Galeria Actual um dosseus trabalhos de litografia, de uma série realizada especialmente para a exposição de litografia LITO, no Rio de Janeiro, acabado de chegar do Mónaco, onde participou de um leilão da “Fight Aids”, fundação da princesa Stéphanie, ao lado de nomes como o escultor brasileiro Marcos Marin. “O fim de semana passado participei do jantar para arrecadação de fundos do Casino e, na medida em que a gente pode, como artistas, participar e dando um pouco do seu trabalho, podem contar comigo”, disse Renato a “quadros-cultura.com”.

Dezenas de outros artistas participaram da exposição “Ajude o Haiti, Agora!”, inaugurada quinta-feira (4), na galeria de arte Actual, realizada pelo proprietário João Feijó e a Cruz Vermelha Portuguesa, com o objetivo de angariar fundos para apoiar as vitimas do sismo que atingiu o Haiti.

João Feijó: "apoiar estas vítimas do Haiti não é mais do que uma obrigação de todos nós"

De acordo com as declarações de Feijó, cerca de setenta artistas de várias nacionalidades estão participando do evento. “Estão expostas aqui obras num total de 250.000€ (duzentos e cinqüenta mil euros). Se conseguirmos vender todas, serão doados cinqüenta por cento deste valor, ou seja, 125.000€ (cento e vinte cinco mil euros), através da Cruz Vermelha Portuguesa, ao Haiti”, declarou Feijó a “quadros-cultura.com”.

Filomena Morim: "Este tipo de evento devia-se realizar mais vezes durante o ano"

Dezenas de pessoas compareceram na inauguração e prestigiaram a iniciativa de Feijó. “A iniciativa é louvável e devemos dar os parabéns ao Feijó por ter tido esta idéia e acho que deveria acontecer mais vezes, pois penso que sempre devemos ajudar os mais desfavorecidos. É um prazer estar aqui”, disse a artista Filomena Morim. Para o empresário João Santana Lopes (irmão do ex-primeiro ministro de Portugal), o evento foi uma ótima idéia: “Fui convidado e estou aqui para dar o meu apoio na medida do possível. Já vi uns quadros que me interessam e vou comprar em breve”, confessou Santana Lopes a “quadros-cultura.com”.

João Santana Lopes: "Acho que é necessário este tipo de iniciativas"

Entre os artistas convidados está Gustavo Fernandes, com duas obras, o qual disse estar muito honrado por ter sido convidado para participar da ajuda ao Haiti: “Estou muito feliz de participar. Acho que a iniciativa de Feijó é

Gustavo Fernandes: "Todo este esforço não vale de nada se as pessoas não corresponderem, comprando os quadros. Por isso, fica aqui o desafio"

muito positiva, um ato de coragem da parte dele em realizar esta exposição em prol das vítimas. Certamente se acontecesse conosco gostaríamos de ser ajudados, portanto agora esperamos que as pessoas comprem os quadros para que a ajuda chegue o mais rápido possível ao Haiti”.

A exposição “Ajude o Haiti, Agora!” fica patente na Galeria Actual até 28 de Fevereiro, de 2ª a 6ª feira das 11h às 19h e sábados das 11h às 17h, na Av. da República n.º 12A, em Lisboa. Telefone: 21 400 25 49, e-mail: geral@galeria-actual.com

(fotos João Teixeira)
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