22nd julho, 2010

Bethania apresenta recital na Casa Fernando Pessoa

Casa Fernando Pessoa foi pequena demais para acolher fãs de Maria Bethania

O recital da tarde de quarta-feira (21) em agradecimento ao galordoamento de mérito “Odem do Desassego”, que Maria Bethania recebeu, no Rio de Janeiro, em 8 de Março deste ano (Instituto Moreira Sales), estava programado na Casa Fernando Pessoa para 17h30, no entanto,  por volta das 16h00, uma longa fila já se formava na porta de entrada do domicilio, em Campo de Ourique, Lisboa,  aonde Fernando Pessoa residiu os  seus últimos 15 anos de vida.

"Escadas serviu de acomodações"

A presidente da CFP, Inês Pedrosa, pediu a compreenção pelas acomodações, dizendo qui; “Isto é uma casa museu, não é um auditório, ou um coliseu”, explicou Inês, solicitando a colaboração de quem estivesse sentado nos lugares reservados para comitiva de Bethania, que levantasse para que a artista pudesse dá inicio a sua apresentação. Poucos foram aqueles que se levantaram e, com meia hora de atraso a fã e divulgadora da obra de Pessoa, há 39 anos, acompanhada por dois músicos, nomeadamente Carlos Cesar (percussão) e Jaime Alem (violão) apareceu  ao público, deu as boas vindas às centenas que esperavam ansiosamente, interpretando “Santa Barbara”,(composição de Roque Ferreira)

“... é possível uma boa e devida educação, nas escolas públicas brasileiras”.

O público ouvia atentamente, nas três salas e até nos jardins, alguns sentados, outros nas escadas e vários de pé, mas todos eram unânimes num desejo; apreciar o espetáculo que Bethania apresentava. Além de declamar a poesia de Pessoa e trechos de Clarice Lispector, Amália Rodrigues e outros poetas de países lusófonos, cantou várias canções e fez elogios aos poetas e cantores brasileiros entre eles; Ferreira Gullar, Vinicius de Morais, Tom Jobim e ao rei do baião, o saudoso Luiz Gonzaga.

"...cadência e o ritmo desassossegado do meu coração”

A artista afirmou o seu carinho e preferência por Fernando Pessoa, dizendo que Pessoa é a minha tradução mais fiel… suporta minha respiração, minha cadência e o ritmo desassossegado do meu coração”. Disse ainda; “Fernando Pessoa é berço de cada trabalho e fonte da minha sede”. Esta citação fez em homenagem a seu professor, Nestor Oliveira, de uma escola pública em Santo Amaro da Purificação, sua terra natal. De acordo com Bethania, o professor Nestor foi quem a ensinou a apreciar poesia, com o seu irmão Caetano Veloso. Bethania fez questão de explicar, que quando fez esta mesma apresentação numa cimeira de Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) no Itamaraty (Brasília) sede do ministério das relações exteriores brasileiras, mostra-se  “…bem que é possível uma boa e devida educação, nas escolas públicas brasileiras”.

O recital, perlongou-se durante uma hora e a diva brasileira encerrou cantando “O Que é o Que é” juntamente com seus fãs,  composição do saudoso e inesquecível Gonzaguinha.

“Viver
É não ter a vergonha de ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser um eterno aprendiz
Ah! Meu Deus, eu sei, eu sei
Que a vida devia ser bem melhor e será
Mas isso não impede que eu repita
É bonita, é bonita, é bonita”.

Katrin: “ Viajei da Estônia até aqui só para ver Maria Bethania cantar"

Patricia: "Bethania é o máximo"!

Os que tiveram o privilégio de conseguir um espaço no auditório principal, com capacidade para 80 pessoa, falaram do prazer de ouvir e ver Maria Bethania bem de perto, como foi o caso da médica oriunda da Estônia, Katrin “ Viajei da Estônia até aqui só para ver Maria Bethania cantar… já tinha visto este recital em Brasília e vi novamente aqui. É simplesmente lindo!” Disse a médica ao Quadros-Cultura.com

Para a conterrânea de Maria Bethania, a atriz Patrícia Dumont, residente em Portugal há 9 anos, o recital foi indescritível de bom. “ Bethania é o máximo! Estive assistindo à apresentação que ela fez em homenagem ao nonagésimo aniversário da mais famosa fadista lusitana, Amália Rodrigues, ontem na Basílica da Estrela. Hoje vim aqui para ouvi-la novamente recitar os versos de Pessoa. Gostei muito”, declarou Patrícia ao Quadros-cultura.com.

A artista brasileira faz mais duas apresentações em terras lusitanas. No dia 22 em Cascais e 24 na Cidade Invicta, Porto.

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7th junho, 2010

Festas populares lisboeta ao som de Bossa e Outras Novas

Festa dos Santos Populares e “Impopulares” completam a alegria do público

As tradicionais festas dos santos populares de Lisboa (no Brasil Festas Juninas) começaram no dia 14 de Maio e estendem-se até 15 de Junho em diversos bairros da cidade, com as tradicionais, marchas, arrais, desfiles, espetáculos, mostra de cinema, teatro, fado e várias outras atividades na rua ou dentro de algum local inusitado, como por exemplo dentro de ônibus, a festa acontece e trás, alegria aos visitantes, portugueses e estrangeiros.

Festas Populares no Cinema São Jorge

Desfiles das Marchas

O calendário das festas populares lisboeta, celebra o dia 13, dia de Santo António, dia 24 de São João e 29 de São Pedro. Para além da celebração dos “santos”, um outro destaque da festa, é o desfile das Marchas que acontece na noite de sábado, 12, onde centenas de pessoas, vestidas a caráter de clubes e associações recreativas de cada bairro, desfilam na Avenida da Liberdade, uma das mais tradicionais avenidas da capital portuguesa, sendo aplaudidas por milhares de pessoas. As mesmas competem pela melhor música, vestuário e coreografia, sendo a marcha vencedora escolhida por um grupo de jurados, a qual é  revelada no final do festejo, como manda a tradição. O tema deste ano de 2010 é baseado nas comemorações do Centenário da República.

Em cada evento é possível desfrutar dos mais variados sons e culturas. Entre as comemorações dos Santos Populares há também a festa dos “Santos Impopulares” aqueles que talvez as suas obras precisavam ser compreendidas antes de serem admiradas. Trata-se dos santos que se dedicaram a filosofia, entre eles Santo Agostinho – (sec.IV), Santo Anselmo, – (sec.XI) São Boaventura – (sec.XII) e São Tomás (sec.XIII).

O manjerico com recadinhos de amor

Sucesso brasileiro na festa dos "Santos Impopulares"

Santo Agostinho, que encabeça a fila dos impopulares, possui uma igreja em Lisboa, a qual foi construída no século XVII, na freguesia de Marvila. E é lá, no adro da igreja, que acontece a festa dos “Santos Impopulares” às sextas e sábados. Neste sábado,5 (Dia de Santo Anselmo) a animação ficou por conta da belíssima voz do dueto brasileiro Sílvia Nazário e Cláudio Kumar ao som de  “Bossa e Outras Novas”, um repertório à base de clássicos de Vinicius de Moaraes, Tom Jobim, Ernesto Nazareth, Gilberto Gil e Caetano Veloso. A dupla cantou e encantou os visitantes que lá estiveram para curtirem a festa e degustar as tradicionais sardinhas assadas.

As festas dos “Santos Impopulares” seguem até dia 26 de Junho com a seguinte programação:

Santo Agostinho

Dia de São Boaventura
Sexta-feira, 11: 21h30 – Jazz com  Julio Rezende e Convidados
Às 23h00 : Worldmusic – Viviane
Sábado, 12 : 21h30 -  Jazz com João Paulo e Filipa Pais
Às 23h00 Pop Rock Corsage

Dia de São Tomás
Sexta-feira,18:  21h30  – Rua da Lua
Às 23h00 : Worldmusic  – Mariária
Sábado, 19:  21h30 – Blues Mr. Blues
Às 23h00 : Música Africana Ébano

Dia de Santo Agostinho
Sexta-feira, 25 ás 21h30 – Jazz com Maria Antónia e Trio Abelha
Às 23h00 : Danças tradicionais europeias – Tradballs
Sábado, 26: Portugal Anos 60 – Quarteto Moderno
Às 23h00 Pop Rock – Soapbox

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