7th dezembro, 2009

Movimento Bossa Nova na Fábrica Braço de Prata

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Silvia Nazário e Claudio Kumar alimentam a Bossa sempre Nova

a bossa nova tem atraído novos públicos em Portugal, nos últimos dois anos

a bossa nova tem atraído novos públicos em Portugal, nos últimos dois anos

Bossa e Outras Novas”, um espetáculo com belas canções, pela voz de Sílvia Nazário e direção de Claudio Kumar, encerrou a sua temporada de 2009 numa antiga fábrica de armas que alimentou a guerra colonial portuguesa, transformada em Centro Cultural – Fábrica de Braço de Prata, em Lisboa, sábado (5), onde à noite acontece de toda a cultura um pouco.

Silvia Nazário, natural de Maceió, Alagoas e Claudio Kumar, de Curitiba, são dois artistas brasileiros que já apresentaram a sua arte em palcos de norte a sul do Brasil. Silvia, além de cantora e interprete é também compositora e já foi premiada com um dos mais renomeados prêmios na categoria de musica brasileira, o Troféu Caymmi, em 1989.

o carinho dos portugueses conquistou seus corações

o carinho dos portugueses conquistou seus corações

Já percorreram vários outros países, mostrando a cultura musical brasileira, entre eles a Índia, com que Silvia disse ter-se identificado bastante. Mas foi depois de umas férias em Lisboa que resolveram ficar por aqui. Já lá vão mais de vinte anos que cantam e encantam a comunidade brasileira e o público português. Silvia e Claudio declaram o amor e carinho com que foram recebidos pelos portugueses, e baseados nisto resolveram fixar residência na terra de Fernando Pessoa.

Na Fábrica Braço de Prata a dupla se apresenta há já algum tempo, em diferentes versões deste espetáculo, que já leva dois anos de estrada, ora com convidados especiais, ora em forma de workshop, explicando ao público este movimento.

Braço de Prata, fábrica de cultura

Braço de Prata, fábrica de cultura

“A bossa nova tem conquistado muito o público português. Não só os mais maduros, mas acontece por vezes termos um público completamente de adolescentes, fãs incondicionais que vêm a todos os nossos espetáculos. É um fenômeno muito bonito, que tem acontecido nos últimos dois anos” – sublinhou Silvia.

O concerto “Bossa e Outras Novas”, como o próprio nome diz, é composto por um repertório bastante heterogêneo, onde Sílvia Nazário e Claudio Kumar interpretam canções daquilo que entendem como um “movimento”, onde cabem “outras Novas”, como um funk de Gilberto Gil, um baião, Djavan, Ivan Lins, Lenine, composições de sua própria autoria, “de Jobim aos índios Saruí!”, como gostam de afirmar.

criatividade, sensibilidade e espiritualidade

criatividade, sensibilidade e espiritualidade

O casal falou ao site “quadros-cultura.com” sobre seus planos para o ano seguinte: “Em 2010 vamos continuar a mostrar este movimento, em formato de quinteto, quarteto e trio, num espetáculo amplo e abrangente em constante renovação, mostrando as suas influências, não só as características originais dos anos 60, mas também o antes e depois, inclusive as músicas que foram influenciadas pela bossa nova”.

Silvia está com seu mais recente CD à venda, “Tupi Mata Verde”, e com um outro espetáculo em mãos, “Sotaques”, que estreou na Casa da América Latina recentemente. “Este espetáculo é uma parceria com três grandes músicos portugueses, Rogério Charraz (voz), Rodrigo João Coelho (bateria) e José Canha (baixo e contrabaixo), que no próximo ano pretendo apresentar ao publico de

Sotaques e Bossa NOVA para 2010

Sotaques e Bossa NOVA para 2010

Braço de Prata também. E como é uma fusão da musica brasileira com a musica portuguesa, espero também levar até aos palcos brasileiros em breve.” – disse Sílvia Nazário.

Parabéns ao Nuno Nabais, que dirige esta “sua Fábrica”, abrigando várias expressões culturais em simultâneo, em vários espaços, numa verdadeira colmeia de saberes e vivências inter-culturais, fazendo a Paz num lugar outrora de guerra.

(fotos João Teixeira)

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18th novembro, 2009

50 anos sem Villa-Lobos

Casa da América Latina celebra o embaixador da música erudita brasileira

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Há 50 anos o mundo ficava sem a presença do grande compositor brasileiro de música erudita, Heitor Villa-Lobos.

quarteto_01O educador e maestro Heitor Villa-Lobos, considerado um dos maiores compositores brasileiros, reinventou a música erudita brasileira, incorporando a música folclórica e popular do índio, do negro e do branco, criando, assim, uma identidade cultural da música erudita brasileira.

Entre 1905 e 1912 desbravou o Norte e Nordeste brasileiros, em busca de novos instrumentos musicais, cantigas de roda e dos repentistas regionalistas, os quais o deixaram impressionado.

violino_01O resultado desta pesquisa deu origem a composições como, entre outras, “Cair da Tarde”, “Evocação”, “Miudinho”, “Canção de Amor” e “Trenzinho Caipira”, além da coletânea “O Guia Prático”, com canções folclóricas voltadas à educação musical nas escolas.

As composições inovadoras e nacionalistas fizeram Villa-Lobos ser coroado o mais expressivo músico da “Semana de Arte Moderna” de 1922, se apresentando nos três dias com três diferentes espetáculos, entre eles “Danças Características Africanas” e “Impressões da Vida Mundana”.

violoncelo_01A crítica ortodoxa não perdoou o maestro por suas inovações e fez duros reparos. Villa-Lobos parte para Paris em 1923, com a ajuda de amigos. Em França, é reconhecido pela vanguarda musical européia, alcançando grande sucesso com suas apresentações e o reconhecimento internacional.

Depois de 30 anos dedicado à música, com quase mil composições, morreu no Rio de Janeiro, vitima de um câncer, em 17 de Novembro de 1959. Mas Villa-Lobos continua vivo na memória de todos aqueles que apreciam o seu trabalho.

O meio século da sua ausência foi relembrado em diversas partes do mundo. Em Lisboa, o maestro, ícone da musica erudita brasileira, foi homenageado no exato dia do aniversário de sua morte, terça-feira (17), na Casa da América Latina, pelo “Quarteto Ibero-Americano de Lisboa”, formado por Ana Beatriz Manzanilla e António José Miranda nos violinos, Pedro Saglimbeni Munoz na viola e Jeremy duo_01Lake no violoncelo – dois venezuelanos, um português e um inglês. O “Quarteto Ibero Americano de Lisboa” interpretou o primeiro e último Quarteto, números 1 e 17, de estilos contrastantes, devido à data da sua composição. O Quarteto nº 17 é também uma das últimas obras do compositor, escrita apenas um ano antes de sua morte.

A homenagem contou ainda com uma apresentação (Duo para Violino e Viola – 1946) interpretada por Ana Beatriz Mozanilla e Pedro Salglinbeni Munoz, composição escrita no Rio de Janeiro e dedicada à grande violinista brasileira Paulina D’Ambrosio.

violino_02Para os músicos que fizeram esta celebração do grande representante da música erudita brasileira, “a maior homenagem que se pode fazer a um compositor é tocar a sua música”. “Foi muito comovente tocar Villa-Lobos, principalmente nesta data…”.

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