Sábado, (28) o violoncelista brasileiro Jaques Morelenbaum e seu Cello Samba Trio contam a história e as estórias do samba pelo som do violoncelo, no Centro Cultural de Belém, Lisboa.
O samba é uma das músicas que mais se destaca no cenário musical brasileiro assim como o violoncelo, depois de ser consagrado pelo grande compositor Villa Lobos, que fez do instrumento, um ícone musical no Brasil, pelo seu tom melodioso e romântico.
Jaques Morelenbaum, internacionalmente conhecido especialmente pelo seu trabalho com Caetano Veloso, Tom Jobim e Sakamoto, goza de um enorme prestigio na Europa. Em Portugal, colaborou com Mariza, Ala dos Namorados e GNR, entre outros.
Neste concerto, o grande e prestigiado, instrumentista, violoncelista, arranjador, maestro, produtor musical e compositor Jaques Morelenbaum, apresenta um olhar panorâmico sobre o percurso do samba, desde as suas raízes até aos nossos dias, incluindo grandes nomes do samba, entre eles, Noel Rosa, Ari Barroso, António Carlos Jobim,João Gilberto, Caetano Veloso, Carlinhos Brown e Gilberto Gil o qual Marelenbaum esteve se apresentando na mesma casa em Novembro do ano passado.
Espetáculo:Jaques Morelenbaum Cello e Samba Trio
Jaques Morelenbaum -- violoncelo
Lula Galvão - guitarra
Rafael Barata -- bateria
Convidado especial: Daniel Jobim, piano e voz
Sábado, 28 de Agosto às 21h30
Onde: Centro Cultural de Belém -- Grande Auditório
Depois de estamparem com seus graffiti, os muros e paredes da mega cidade de São Paulo, desde 1987, os irmãos gêmeos, idênticos, Gustavo e Otávio Pandolfo, 35 anos, percorreram os quatro cantos do planeta mostrando sua arte : Argentina, Chile, EUA, Cuba, China, Japão, Alemanha, Grécia, Itália, Espanha e Portugal. Deixando suas marcas coloridas com seus desenhos gigantes. “Osgemeos” como são mais conhecidos, expõe pela primeira vez em Lisboa, dentro de um museu. Inauguram no Museu Coleção Berardo a exposição “Para quem mora lá, o céu é lá”.
Picoas-Lisboa
Os irmãos paulistanos, profissionais da Street art ou grafite urbano (Grafite ou graffiti do italiano graffiti, plural de graffito – marca ou inscrição feita em muro, é o nome dado às inscrições feita em paredes, desde o Império Romano) apesar de nunca terem freqüentado um curso de artes, usam um estilo singular e são venerados pelos os apreciadores do grafite. Mostram na exposição, que ocupam duas salas, além de painéis, esculturas, túneis, carros e instrumentos musicais em funcionamento de uma forma lúdica levando os visitantes a interagirem com as peças expostas. Uma grande parte do material que compõem a exposição é feito a base de material reciclado, como resto de portas de madeira, latas, papelões e retalho de tecidos.
Castelo histórico de Kelburn-Escócia
Os gêmeos, nascidos no bairro de Cambuci-SP; (São Paulo, está entre os três principais centros de produção de grafite do mundo.) desde crianças descobriram no desenho sua melhor ocupação infantil. Aos 12 anos de idade, munidos de spray, vidros de desodorante, deram inicio a seus primeiros traços, formando os desenhos de seus personagens, inspirados na grande metrópole paulistana, fizeram do ambiente seu universo de expressão que aos poucos amadureceu, ficou original, tornando sua marca reconhecível. No final dos anos 80 foram representantes do movimento hip-hop, mas hoje, são apenas militantes e nas suas criticas sociais usa traços mais afinados, e em sua galeria fora incluídos novos suportes, entre eles esculturas e automóveis.
Seus gigantes homens amarelo espalhados pelas paredes de edificios e muros do mundo, possuem um tom infantil com seus traços expressivos e delicados, seu colorido mudam a paizagem por onde passam. Os bonecos amarelo,é uma de suas marcas registrada, impressionam, não só pelo tamanho, más, pela riqueza de detalhes estampadas nas roupas dos personagens, que dão vida a obra de arte. Os Gêmeos são considerados por muitos, como verdadeiros representantes da arte contemporânea.
O mundo europeu contempla suas obras, estampadas nos mais diversos e inusitados lugares, entre eles, Tate Gallery, em Londres, topo do Castelo histórico de Kelburn, Escócia e num prédio sem janelas numa das ruas de Lisboa.
Para quem não teve a oportunidade de conhecer o trabalho dos Gêmeos, vale a pena conferir, a exposição “Para quem mora lá, o céu é lá” fica aberta aos visitantes até dia 19 de Setembro-Museu Coleção Berardo – Centro Cultural de Belém – Lisboa.
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