30th agosto, 2010

Capoeira e Roda de Choro celebram verão lisboeta

Abadá-Capoeira e Roda de Choro de Lisboa animam tarde no CCB

Na tarde de sábado, (29) um vasto grupo de pessoas se reuniram no pátio e jardim do Centro Cultural de Belém, em Lisboa, para assistirem apresentação de Abadá-Capoeira comandado pelo mestre  Chá Preto e  do quinteto  franco-luso-brasileiro; Roda de Choro de Lisboa.

Roda de Choro de Lisboa pela 1a vez no CCB

Roda de Choro de Lisboa pela 1a vez no CCB

Participação de todas as idades

Capoeira: participação de todas as idades

O grupo formado por alunos e professores, interagiram com uma plateia de todas as idades. Até os pequeninos de cinco anos, aprenderam os passos capoeiristas ao som do berimbau, tambores, pandeiro e palmas. Teve até prêmio de camiseta para o melhor aluno. Ao término de cada apresentação, o mestre Chá Preto dava as coordenadas para o desafio seguinte e, com o bom gingado brasileiro, convidava a todo momento quem estava sentado a participar em  novos desafios. Ao mesmo tempo que o público interagia com os capoeiristas, Chá Preto, agradecia o carinho dos aplausos  dos admiradores e, explicava a origem da Abadá-Capoeira e os trabalhos que vem desenvolvendo em prol da divulgação da cultura brasileira.

"Um grande número de pessoas curtiram Roda de Choro"

De acordo com o Mestre, a capoeira é uma arte afro-brasileira, interdisciplinar que engloba vários aspectos desportivos, culturais, marciais e artísticos. Um movimento livre de credo, cor, política, posição social ou qualquer preconceito, no qual todos podem participar. “Nosso objetivo é levar nossa cultura em qualquer parte do mundo.

Entrega de prêmio para o melhor aluno

Estamos presente em trinta países, realizando seminários, palestras e projetos. De acordo com o site oficial  “Abada-Capoeira”, a capoeira foi liberada no Brasil em 1937, quando uma variação da Capoeira  foi apresentada ao então presidente, Getúlio Vargas. Surgiu assim a Luta Regional Baiana ou Capoeira Regional, criada por Mestre Bimba.

O tempo parecia voar, igualmente como o movimento de pernas dos alunos e professores de um lado para outro, quando o Mestre Chá Preto agradeceu o carinho de todos e se despediu. No rosto de cada um era possível notar o desejo de querer mais, mas era realmente o fim. Aliás havia  mais um evento programado para a mesma soirée, entitulado Roda do Choro, no que engloba o calendário de verão do “CCB fora de si”. Desta feita, o espectáculo foi nos Jardins das Oliveiras nas margens ao Rio Tejo.

Quinteto franco-luso-brasileiro

"o gramado do Jardim das Aliveiras serviu de arquibancada"

O sol ainda era forte e os visitantes procuravam o melhor local por  baixo das árvores, à espera do quinteto franco-luso-brasileiro: Roda de Choro de Lisboa, que na Hora  H, deu início a sua bela e contagiante apresentação. O jardim já estava completamente lotado e cada vez chegava mais gente. O quinteto formado por: Etienne Lamaison (clarinete), Eduardo Miranda (bandolim), Carlos LopesBisnaga” (acordeão), Nuno Gamboa (violão de sete cordas), Alexandre Santos “Barriga” (percussão).
O Chorinho surgiu no Rio de Janeiro em meados do século XIX. A chegada da corte portuguesa  em 1808, foi a matriz deste gênero musical, o qual juntou as danças de salão européias em voga (polca, mazurca, valsa, scottish) com o lundum e a modinha. Esta mistura de influências culturais aproxima-o ainda do fado, da morna e do tango.

E para quem não viu a famosa Roda de Choro de Lisboa tocar pela primeira vez no CCB, pode assitir todas as   terça-feira ao Lusitana Clube, em Alfama, a partir das 22h00. Vale a pena conferir.


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30th abril, 2010

Brasil na 80ª edição da Feira do Livro de Lisboa 2010

80ª edição da Feira do Livro de Lisboa – 29 de Abril a 16 de Maio

Começou 5ª feira (29) a 80ª edição da Feira do Livro de Lisboa, no Parque Eduardo VII (jardim público assim chamado em honra ao monarca inglês que em 1902 visitou Lisboa para reafirmar a aliança anglo-lusa, a mais antiga do mundo) e vai até dia 16 de Maio. Os milhares de visitantes da Feira terão à sua disposição 237 stands.

Bicentenaria Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro

O Brasil, homenageado de 2009, este ano está presente com um stand, divulgando, entre outros, vários livros de autores premiados pela Fundação Biblioteca Nacional FBN (levada ao Rio de Janeiro por D. João VI há 200 anos e considerada pela UNESCO uma das dez maiores bibliotecas nacionais do mundo e a maior da América Latina, com um acervo calculado hoje em nove milhões de itens).

Professor Joaquim Campelo Marques e André Lippmann(FBN)

O responsável pelo stand brasileiro, André Lippmann (promoção e divulgação cultural da Biblioteca Nacional), disse aoquadros-cultura.com que estará presente na Feira, além dele, o coordenador geral de pesquisa e editoração da Biblioteca Nacional, Óscar Gonçalves: “Nosso objetivo na Feira, através da Fundação Biblioteca NacionalFBN, é divulgar a literatura brasileira e a qualidade de sua produção editorial. Nossa participação na Feira é institucional, ou seja, estamos aqui para fomentar o interesse pela cultura brasileira, especialmente pelo livro e a leitura”.

Livros não serão vendidos no stand do Brasil

Em relação à venda de livros, André explicou: “Sabemos que as pessoas gostariam muito de comprar livros mas, por diversas questões técnicas, não vendemos livros”. Completou com um convite aos visitantes da Feira: “Gostaríamos que o nosso stand fosse um ponto de encontro, um espaço para troca de idéias, de informações, onde as pessoas possam se sentar, ler ou simplesmente apenas folhear um livro e, talvez, se sentir um pouquinho no Brasil”.

Além dos 237 stands, a festa do livro conta ainda com dois auditórios, quatro espaços de restauração, um palco central e quatro palcos “secundários” em cada uma das Praças: Verde, Amarela, Azul e Laranja. A programação vai para além da venda de livros. Terá debates, conversas com escritores, as habituais sessões de autógrafos, etc. O público ainda irá desfrutar este ano de uma programação musical, das 21h30 às 22h15, no Palco Central, com um repertório composto de jazz, música clássica, blues e música popular brasileira. Outra novidade desta edição é a “Hora H”, com venda de livros a 50% de desconto, de 2ª a 5ª feira, das 22h30 às 23h30, nos stands identificados.

Ao contrário do que aconteceu nas Feiras anteriores, nesta edição não haverá país homenageado. O presidente da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), Paulo Teixeira Pinto, informou que a literatura não é dos países, é universal.

A 80ª edição da Feira do Livro de Lisboa funcionará de 2ª a 6ª feira, das 12h30 às 22h30 e aos fins-de-semana e feriados das 11h00 às 23h30.

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