Depois de 4 apresentações em Portugal, nos Casinos do sul do país, Monte Gordo, Vilamoura e Praia da Rocha e Casa da Música no Porto, a grande cantora brasileira vai se apresentar no grande auditório do Centro Cultura Belém (CCB), em Lisboa, nesta sexta-feira (4).
No repertório, Gal Costa traz uma cuidada selecção de clássicos da Música Popular Brasileira que marcaram diversas fases da sua carreira. Temas célebres de compositores de culto, como Dorival Caymmi, Ary Barroso, Chico Buarque e Caetano Veloso, além do indispensável mestre Tom Jobim.
A baiana estará acompanhada apenas pela guitarra do reputado Luís Meira.
Um concerto intimista onde se pode apreciar, num ambiente sofisticado, o enorme talento da diva da MPB.
Mesmo numa noite fria e de futebol, quarta-feira (18), decisivo para a classificação de Portugal para a copa do mundo, a luxuosa sala do Palácio Foz, em Lisboa, se encheu para ouvir o quarteto de choro “Raspa de Tacho”.
O grupo é formado por dois portugueses apreciadores da cultura brasileira – João Vaz (Sax Soprano), que morou 15 anos no Brasil e estudou musica no Conservatório Brasileiro de Música (CBM), no Rio de Janeiro e João Fião (Percussão), que embora não conheça o Brasil, é um grande conhecedor da música brasileira – e os brasileiros Gabriel Godoi (Violão 7 Cordas) e Tércio Borges (Cavaquinho), que moram em Lisboa há vários anos.
O quarteto profissional da musica possui grandes afinidades com a musica instrumental de choro e cantam juntos há vários anos. Baseados nesta afinidade, resolveram gravar esta fusão cultural luso-brasileira com o lançamento de seu primeiro CD, numa produção independente que tem como titulo “Choro Malandrinho”.
O CD possui um repertório de composições de sua autoria e clássicos de compositores imortais brasileiros. Entre as composições encontram-se “Choro Malandrinho”, “Paraty Lisboa”, “Bang-Bang á Italiana” e “Baião Primeiro”. Entre os grandes e saudosos compositores clássicos do choro presentes no “ Choro Malandrinho” encontram-se Pixinguinha, cantor e compositor carioca, com “Lamentos” e o mestre do cavaquinho Waldir Azevedo, considerado um dos maiores representante do choro no Brasil, com ”Vê Se Gosta”. Outra gravação marcante é “Na cadência do Samba” e “Que bonito é”, composição do pernambucano Luís Bandeira.
Quanto ao nome do quarteto “Raspa de Tacho” o autor, Gabriel Gadoi, disse que a inspiração surgiu baseado nas lembranças de sua infância. “Quando ia a casa na minha avó, gostava de raspar a comida que ficava no fundo da panela, pois acreditava que lá estava o melhor. Daí surgiu a ideia do nome para batizar nosso grupo, porque acredito que o choro faz um paralelo com a culinária, a mistura dos temperos para temperar a comida. O choro é resultado da mistura de ritmos da musica portuguesa, que chegou ao Brasil no século XIX para embalar as festas reais na corte, e foi se misturando com os ritmos brasileiro, africanos e vários outros. Desta mistura surgiu o choro”, esclareceu Godoi.
Ainda na expectativa de uma distribuidora para o seu trabalho, os “Raspa de Tacho” irão se apresentar no cenário igualmente luxuoso do Museu Nacional dos Coches domingo dia 29 de Novembro, pelas 17h00 (entrada gratuita), e planejam lançar o disco brevemente no Brasil.
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