10th maio, 2010

1ª edição do FESTin encerra em grande estilo

Festa do cinema da Língua Portuguesa

Teve encerramento este final de semana a 1ª edição do Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa, (FESTin) que decorreu no Cinema São Jorge, em Lisboa de 4 a 9 de Maio.

Semana Cultural CPLP

Grupo de dança e percussão - “Casa Seis"- Sintra

O Festival fez parte da Semana Cultural da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) e apresentou durante os seis dias de difusão do mundo lusófono produções de longas-metragens e documentários, realizados em Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

O Festival teve mais de vinte e quatro horas ininterruptas de exibição, num total de quarenta e um filmes, sendo em competição vinte e três curtas e sete longas-metragens. Além dos filmes, ocorreram oficinas, mesas redondas com objetivo de envolver os bastidores do mundo do cinema e sua cadeia produtiva.

Cineasta português Lauro António

O corpo de júri do FESTin teve como presidente e jurado Lauro António, cineasta português, critico cinematográfico há mais de 50 anos, autor de vários livros sobre cinema e diretor do Festival Internacional Português CINE ECO Cinema e Vídeo de Ambiente. Além do presidente teve ainda como jurados António Magina (artista plástico), Danae Estrela (musicista e cantora) e os jornalistas Jair Rattner e João Carlos.

O júri atribuiu três menções honrosas no FESTin com objetivo de estimular a produção e o intercâmbio cinematográfico entre os países de língua portuguesa. Os escolhidos foram: “O Jardim do Outro Homem”, de Sol de Carvalho (Moçambique), “Luanda, a Fábrica de Música”, de Kiluange Liberdade e Inês Gonçalves (Angola/Portugal) e “O Grão”, de Petrus Cariry (Brasil).

Fotógrafa brasileira Solange Aquino

O prêmio de melhor filme de longa-metragem foi para o filme da realizadora portuguesa Teresa Prata,  (Filme a partir de uma história de Mia Couto). Teresa  recebeu, além do troféu, uma premiação no valor de doze mil reais em serviços concedidos pela “Estúdios Quanta” para co-produção no Brasil. O melhor filme de curta-metragem escolhido pelo júri popular foi “Kunta”, de Ângelo Torres( São Tomé e Príncipe).

O público que compareceu ao Cinema São Jorge, além de assistir aos filmes, teve o privilégio de conhecer um pouco da cultura maranhense através da lente fotográfica da brasileira Solange Aquino. Além da exposição, Solange apresentou o grupo de dança e percussão da “Casa Seis”, de Sintra, da qual é diretora e coordenadora técnica. A fotógrafa disse ao “Quadros-cultura.com que se iniciou na fotografia há mais de vinte anos: “Sempre gostei de fazer fotos e as festas populares de minha cidade, São Luís do Maranhão, sempre me chamaram bastante atenção. Meu desejo é fazer ainda uma exposição numa galeria. Qualquer dia destes, ponho em prática este desejo”.

Jornalista e escritor Claufe Rodrigues

Troféu FESTin 2010

O FESTin contou ainda com apresentação de vários documentários brasileiros, entre eles “Chico Xavier” e “Os Retornados”, do jornalista e escritor Claufe Rodrigues, que disse ao “Quadros-cultura.com” estar participando pela primeira vez de um festival de cinema: “Estou muito honrado pelo convite para estar no FESTin. Este convite me encoraja a pensar melhor em fazer um trabalho próprio para cinema, pois o que foi apresentado aqui fiz para televisão”.

Os organizadores da 1ª edição do Festival Itinerante de Cinema da Língua Portuguesa (FESTin), Victor Serra, Adriana Niemeyer e Léa Teixeira, declaram que o Festival além de ter  cumprido com seu objetivo principal, fomentou a discussão do futuro do cinema e sua contribuição difusora dos direitos humanos, tais como a cidadania, a inclusão social e também abriu mais uma possibilidade de congregação dos países lusófonos. A equipe FESTin agradeceu  a presença de todos e o apoio dos  voluntários. Declaram ainda que, apesar de todas as dificuldades que enfrentaram para realização do Festival, valeu a pena a soma de esforços.

Léa Teixeira: Diretora do FESTin

Adriana Niemeyer e Victor Serra

Léa Teixeira, a diretora-geral, disse ao Quadros-cultura.com” estar satisfeita com o resultado obtido: “Tivemos uma frequência de visitantes acima da média esperada. Recebemos apoio da imprensa e colaboração de nossos amigos, tanto aqui como no Brasil. Estou feliz; nossos esforços valeram a pena. Acredito que no próximo ano tudo será mais tranquilo”. Léa disse ainda que o próximo FESTin será apresentado ainda este ano em Moçambique e em duas cidades do BrasilBúzios, RJ e na capital paraense Belém do Pará. O Festival no Brasil será realizado em parceria com Calebe FoPimentel, VJ e produtor cinematográfico (“Videoperformance – Arte Vjing”).

Fotos: João Teixeira e Solange Aquino

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5th fevereiro, 2010

Renato Rodyner diz “presente!” na ajuda às vítimas do Haiti

Artistas plásticos juntam-se em Lisboa para mega-exposição de solidariedade

Renato Rodyner: "Estou numa fase temática de sentimentos e relações"

Renato Rodyner, artista plástico brasileiro radicado em Portugal há vinte anos, expõe na Galeria Actual um dosseus trabalhos de litografia, de uma série realizada especialmente para a exposição de litografia LITO, no Rio de Janeiro, acabado de chegar do Mónaco, onde participou de um leilão da “Fight Aids”, fundação da princesa Stéphanie, ao lado de nomes como o escultor brasileiro Marcos Marin. “O fim de semana passado participei do jantar para arrecadação de fundos do Casino e, na medida em que a gente pode, como artistas, participar e dando um pouco do seu trabalho, podem contar comigo”, disse Renato a “quadros-cultura.com”.

Dezenas de outros artistas participaram da exposição “Ajude o Haiti, Agora!”, inaugurada quinta-feira (4), na galeria de arte Actual, realizada pelo proprietário João Feijó e a Cruz Vermelha Portuguesa, com o objetivo de angariar fundos para apoiar as vitimas do sismo que atingiu o Haiti.

João Feijó: "apoiar estas vítimas do Haiti não é mais do que uma obrigação de todos nós"

De acordo com as declarações de Feijó, cerca de setenta artistas de várias nacionalidades estão participando do evento. “Estão expostas aqui obras num total de 250.000€ (duzentos e cinqüenta mil euros). Se conseguirmos vender todas, serão doados cinqüenta por cento deste valor, ou seja, 125.000€ (cento e vinte cinco mil euros), através da Cruz Vermelha Portuguesa, ao Haiti”, declarou Feijó a “quadros-cultura.com”.

Filomena Morim: "Este tipo de evento devia-se realizar mais vezes durante o ano"

Dezenas de pessoas compareceram na inauguração e prestigiaram a iniciativa de Feijó. “A iniciativa é louvável e devemos dar os parabéns ao Feijó por ter tido esta idéia e acho que deveria acontecer mais vezes, pois penso que sempre devemos ajudar os mais desfavorecidos. É um prazer estar aqui”, disse a artista Filomena Morim. Para o empresário João Santana Lopes (irmão do ex-primeiro ministro de Portugal), o evento foi uma ótima idéia: “Fui convidado e estou aqui para dar o meu apoio na medida do possível. Já vi uns quadros que me interessam e vou comprar em breve”, confessou Santana Lopes a “quadros-cultura.com”.

João Santana Lopes: "Acho que é necessário este tipo de iniciativas"

Entre os artistas convidados está Gustavo Fernandes, com duas obras, o qual disse estar muito honrado por ter sido convidado para participar da ajuda ao Haiti: “Estou muito feliz de participar. Acho que a iniciativa de Feijó é

Gustavo Fernandes: "Todo este esforço não vale de nada se as pessoas não corresponderem, comprando os quadros. Por isso, fica aqui o desafio"

muito positiva, um ato de coragem da parte dele em realizar esta exposição em prol das vítimas. Certamente se acontecesse conosco gostaríamos de ser ajudados, portanto agora esperamos que as pessoas comprem os quadros para que a ajuda chegue o mais rápido possível ao Haiti”.

A exposição “Ajude o Haiti, Agora!” fica patente na Galeria Actual até 28 de Fevereiro, de 2ª a 6ª feira das 11h às 19h e sábados das 11h às 17h, na Av. da República n.º 12A, em Lisboa. Telefone: 21 400 25 49, e-mail: geral@galeria-actual.com

(fotos João Teixeira)
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