
Ponto de encontro das artes plásticas brasileiras
Localizada a meio de uma escadaria típica dos estreitos bairros de Lisboa, como é o caso da Costa do Castelo, junto ao Castelo de São Jorge, está instalada, desde 2007, num edifício histórico com mais de 150 anos, a singela galeria de arte Colorida. Como o próprio nome indica, o ambiente é de fato bem colorido por inúmeras obras de artes, criadas por artistas de várias nacionalidades.

50 exposições, 70% de artistas brasileiros, 3 cada mês
“Aqui já tivemos exposições de franceses, espanhóis, italianos, argentinos, chilenos e nossas, brasileiras” – explica Rosemary Esteter, ela própria também artista plástica e uma das sócias da galeria.
Nos seus 300m² a galeria apresenta uma programação eclética, com exposições de artistas iniciantes e consagrados, expondo trabalhos de fotografia, design, escultura e pintura.
Neste momento, a Colorida contabiliza 23 obras de artistas brasileiros, na grande maioria com exposições realizadas em diversas capitais da Europa, principalmente em Paris, onde muitos artistas plásticos pagam para expor suas obras e ganhar currículo, fazendo depois escala em Lisboa.

o elefante-assinatura de Andrea Brandani
Ali podem ser apreciados os trabalhos, entre outros, do carioca Andrea Brandani, que além de pintor é também escultor, conhecido por transformar troncos de árvore em belas esculturas nas ruas do Rio de Janeiro. Além das esculturas, Andrea deixa registrado nas cidades por onde expõe seu trabalho, seu famoso elefante, tema que caracteriza sua obra, usando como tela paredes pichadas e espaços degradados, e transformando-os em obras de arte. “Este elefante já foi destaque em quase todos os jornais por onde Andrea tem expostos seus trabalhos. Recentemente ele expôs na Itália, Paris e Lisboa e claro, como já faz parte do seu marketing para divulgar seu trabalho, encontrou um portão sujo e transformou-o num dos seus trabalhos” – explicou José Roberto, sócio da galeria.

Quem Tem Medo de Olhar Para Cima, Silvio Zamboni
Outra coleção de obras exposta na Colorida é “Quem Tem Medo de Olhar para Cima”, do fotógrafo brasileiro Silvio Zamboni, que recorta o mundo com sua lente, retratando o céu emoldurado pelas edificações, tornado quase abstrato em seu enquadramento imposto pelo contorno arquitetônico, numa verdadeira geometria urbana.
O artista plástico naif Rocha Maia está presente na galeria com suas telas cheias de cor, que chamam a atenção logo na entrada. Segundo Rosemary e Roberto, seu trabalho é bastante procurado pelos europeus: “As

Rocha Maia, 1º Lugar Naif - Salão Artes Plásticas S. Jose Rio Preto, SP - 2009
pessoas se encantam com o colorido das telas do Rocha, fazem elogios e compram. É um dos artistas que vendemos bastante”.
Rosemary Esteter e José Roberto se juntaram ao francês Jean Pierre para darem início a esta aventura de promoção artística, privilegiando a internet como meio de divulgação, dado a afinidade lingüística com Portugal e Roberto já ter família aqui, como ponto de partida.
Vale a pena lembrar que sábado (19), pelas 19:00hs, a Colorida inaugura mais 3 novas exposições!
(fotos João Teixeira)Colorida Galeria de Arte e Design
Costa do Castelo, 63 – Lisboa (entrada livre)
Horário: 3ª a Sábado, das 13:30 às 18:00hs
Tel. 218 853 347 – http://www.colorida.pt

A meio de uma escadaria, por entre a rua estreita que contorna o castelo medieval chamado de S.Jorge, autêntica varanda sobre a parte velha da cidade de Lisboa, a chamada “Baixa”, foi a artista brasileira, carioca, Djenane Pamplona encontrar pouso pela primeira vez nas terras lusas para a sua arte de gravuras em metal, na Colorida Galeria de Arte e Design. Num edifício com mais de 150 anos de história.
A artista já teve seus trabalhos em exposição em Paris, França e voltará a convite dos organizadores do evento em Março de 2010, onde irá participar juntamente com mais 35 artistas de gravura mundiais. Djenane Pamplona disse ainda que o título da exposição “…Então Voe” veio a sua mente quando passava por um momento delicado de sua vida e disse a si mesmo “estou à beira de uma abismo”, e de repente veio a sua mente uma voz: “então voa…” – declara. Daí tudo aconteceu de uma forma natural e Djenane foi concluindo as 11 gravuras que compõem a exposição e dando nomes às mesmas: “Entre Eles”, “o tempo não pára”, “o averso da vida”, “vivendo e aprendendo a jogar” (tema da uma música de Elis Regina). Djenane acrescentou também que todas as gravuras possuem pequenos pontos de cristais. “Foi a forma que encontrei de pontuar a busca feminina que cada mulher deve fazer, buscando dentro dela mesma, para encontrar uma saída em certos momentos difíceis da vida”, afirma.



Comentários Recentes