Mollica expõe pela primeira vez em Lisboa
A inauguração da exposição “RevistaRevista” terça-feira (13) na Fundação Medeiros e Almeida, do artista plástico brasileiro Orlando Mollica, assinala a primeira mostra do seu trabalho em Portugal. Professor de desenho e pintura da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Doutor em Comunicação pela ECO-UFRJ, seus trabalhos já estiveram expostos em Paris, França por 3 anos consecutivos de 1995 a 1997.
Mollica, artista plástico e arquiteto, disse a “quadros-cultura.com” que estava muito satisfeito com o espaço que acolheu suas obras – a Fundação Medeiros e Almeida. Afinal, foi algo negociado entre o conselheiro da Embaixada do Brasil em Portugal, Pedro Meneses, e Mollica, que precisava de um espaço no mínimo de duzentos metros quadrados: “Eu fiz aqui uma decoração com meus quadros; achei os móveis que fazem parte do ambiente de muito bom gosto, juntamente com o tapete persa, e completei este ambiente harmonioso com meus quadros”.

porque nos apaixonamos por objectos se eles não podem retribuir nossos sentimentos?
A exposição é composta por 19 obras de 1,10 x 0,9m, expostas em pares descoordenados, selecionados por afinidade estética. O trabalho ironiza, através de paródias visuais, imagens de revistas de decoração de interiores, nas quais o processo criativo do design contemporâneo mimetiza o de pintores e artistas romantizados pela história da arte, bem como a sátira conceptual entre interioridade psíquica e interioridade arquitetônica.
Mollica deu uma pequena conferência e falou, entre outros assuntos, sobre as técnicas de criação para compor “RevistaRevista”: “Utilizo como matéria-prima páginas de
revistas de decoração, escolhidas sobretudo pelos textos; faço interferências com tinta a óleo e outros materiais de pintura e depois digitalizo as imagens e imprimo em grande formato”, explicou o artista.

Cláudia Lima
Estiveram presente na inauguração vários convidados, entre estudante de artes, artistas plásticos como a brasileira Cláudia Lima, que disse ter gostado muito, e principalmente porque ao ouvir Mollica falar do seu trabalho no Parque Lage a fez reviver seus velhos tempos de Rio de Janeiro, quando iniciou seu trabalho com pintura: “Fiquei emocionada quando ele falou do prazer que sente em pintar; realmente é muito bom pintar”.

Simonetta Luz Afonso
A presidente do Instituto Camões (órgão do Estado Português encarregue da divulgação da língua e cultura portuguesa no estrangeiro), Simonetta Luz Afonso, também presente na inauguração, confessou a “quadros-cultura.com” que ainda não tinha observado as obras de Mollica, mas que acha bastante válido o intercâmbio cultural promovido pela instituição. Disse ainda que na arte contemporânea ainda há muito pouca divulgação do que se faz no Brasil e em Portugal, “portanto acho bastante válido que instituição como esta promova regularmente esta relação com o Brasil e vice-versa”.

Ministra-Conselheira Carmem Ribeiro Mora e Mollica
A Ministra-Conselheira da Embaixada do Brasil em Portugal, Carmem Ribeiro Mora, declarou que era com imenso prazer que a Embaixada, Casa da América Latina e Fundação Medeiros e Almeida apoiavam o trabalho do artista. Para a Ministra, Mollica é um artista contemporâneo cujo trabalho tem um conteúdo político: “ele faz uma crítica muito bem humorada ao consumismo, às revistas de design e decoração”.
Mollica critica a forma editorial destas revistas as quais, segundo ele, pretendem também vender estilos de vida hedonistas de pessoas supostamente bem sucedidas sócio-financeiramente, com o objetivo de moldar o gosto estético, dirigindo o desejo dos leitores para o consumismo, quando em todas as classes sócio-económicas a decoração sempre esteve presente.
A exposição “RevistaRevista” ficará patente aos visitantes até terça-feira dia 20, das 13h às 17h – Sábado das 10h às 17h
Fundação Medeiros e Almeida, Rua Rosa Araújo, n.º 41
1250-194 Lisboa – Tel: 21 354 78 92
Email: geral@fundacaomedeirosealmeida.pt


O mineiro e o carioca já fazem parte das paradas de sucesso em seu país de origem, com apresentações desde as favelas de Belo Horizonte ao Palácio das Artes em São Paulo. O primeiro CD gravado pela dupla “Dois do Samba”, contabiliza no repertório 10 músicas cheias de atributos e participações de músicos do Rio (presenças luxuosas como a de Dona Sú do Jongo e Casuarina) e de Beagá (do virtuosismo do cavaquinhista Warley Henrique à contundência do coro das Meninas de Sinhá – recém ganhadoras dos prêmios Tim, Rival Petrobras e Cultura Viva/Ministério da Cultura.
Depois do sucesso no Brasil, “Dois do Samba” atravessou o oceano com sua primeira turnê européia e se apresentaram em Barcelona e Paris. Se despediram do velho continente, partilhando as sonoridades do samba de dentro do tanque musical, com o convidado Chalo, o “Novo Trovador Angolano”, que já viveu no Brasil, juntando assim ao samba brasileiro o semba, o jongo, rebitas e kilapangas de Angola, num improviso afro-brasileiro.
O intercâmbio cultural promovido pelas produtoras Manuela Tavares, angolana de ascendência cabo-verdiana, e a brasileira Claudia Góes, agradou o público que interagiu com os músicos dançando e cantando suas canções, encerrando assim mais uma noite de domingo no Chapitô com chave de ouro.



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