Às terças-feiras, Choro alegra o centenário Lusitana Clube
Chamam-se Roda de Choro de Lisboa. Um quinteto luso-franco-brasileiro, que há mais de dois anos, animam no Lusitano Clube em Alfama, todas às terças-feiras, a partir das 22h30, duas centenas de dançarinos e admiradores do Chorinho, que de choro, só tem mesmo o nome, pois o quinteto leva alegria a todos que lá comparecem.
O grupo é liderado pelos portugueses; Carlos Lopes “Bisnaga” -- (acordeão e direção musical), Nuno Gamboa (violão sete cordas e direção artística), os brasileiros; Eduardo Miranda (bandolim), Alexandre Santos “Barriga” (percussão) e o francês, Etienne Lamaison (clarinete). O quinteto completa do trio cultural de Alfama, onde é possível curtir no início das escadarias o Jazz e, logo à direita da mesma rua, o Fado. “Há divertimento para todos os gostos”, disse o empresário, Rui Valente ao Quadros-cultura.com. “Aqui neste pequeno espaço de Alfama temos um autêntico trio cultural, Jazz, Choro e Fado. Freqüento o Lusitano Clube há bastante tempo e desde que descobri apresentação da Roda de Choro aqui às terças-feiras, venho sempre, pois acredito que a música instrumental é a essência da musica brasileira”. Rui acrescentou ainda que o Choro veio do Brasil para alegrar o coração dos portugueses.
Para o integrante do grupo, o brasileiro residente em Portugal há 17 anos, Alexandre Santos “Barriga” o Choro é parte da sua cultura, é uma música que representa bem o seu país.
São diversos os freqüentadores do histórico Lusitana Clube e fãs da Roda de Choro e todos deleitam-se em elogios à casa e ao quinteto. O actor angolano, Miguel Sermão, disse que a Roda de Choro de Lisboa promove intercâmbio cultural entre as pessoas. “Aqui é um local de encontro, onde as pessoas que normalmente, não se falam e nem se vêem no dia-a-dia, se encontram aqui. P’ra mim o Choro é uma língua de união, sou fã deste grupo há muito tempo, sou fã da cultura brasileira”. Declarou Miguel ao Quadros-cultura.com.
O Lusitano Clube também é um espaço onde se aprende a dançar com o professor Luiz e, nas terças-feiras, alunos e alunas põem em pratica o que aprenderam, como acontece com a aluna, Guida Guerra que aprendeu a dançar diversas modalidades, entre elas, samba, gafieira, swing e forró. “Temos aulas; terças e quinta-feira e depois colocamos em prática o que aprendemos aqui na apresentação da Roda de Chora”.
O “choro” diz-se ter origem nos subúrbios do Rio de Janeiro, principalmente após a abolição da escravatura no Brasil em 1850, com a influências da música e instrumentos forasteiros e da reforma urbana. Não é possível determinar a que categoria musical pertence o choro, uma vez que se trata de um som devéras único.
Característico do ritmo, o quinteto gera uma mood de um mundo musical, por vezes intenso, por vezes sentimental, graças à sensabilidade de cada um dos seus músicos. Eles conseguem, não só manter um alto nível de sofisticação, como também um verdadeiro senso de prazer. Ao contrário do que o nome sugere, o choro, gera uma ritmo agitado e alegre. Além disso, requer uma elevada técnica, que só músicos estudiosos podem alcançar.
Roda de Choro de Lisboa gravou o seu primeiro disco “Choro Malandrinho”, no qual, interpretam composições de Pixinguinha, Jacob do Bandolim e Waldyr Azevedo. Melodias de outros tempos que nos fazem bater o pé e dançar com alegria.









Num ambiente dominado pela pompa e luxo dos coches reais expostos, sua talha dourada reflectindo uma luz âmbar, lembrando a antiga iluminação a gás dos cafés do início do século passado, o público teve o prazer de desfrutar da popular música brasileira apresentada pelo grupo de choro “





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