30th novembro, 2009

Solo Brasil

“Uma viagem através da Música do Brasil”

palco_pandeiro_01

Lauro Moreira

Lauro Moreira

O concerto é mais que um musical. É a história de cem anos da cultura musical brasileira, contada ao vivo em 90 minutos. Desde o inicio do século XX, com os ilustres cantores e compositores brasileiros que vão desde Chiquinha Gonzaga, Ary Barroso, Luiz Gonzaga e Chico Buarque, passando por Lupicínio Rodrigues, Cartola, Elis Regina, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Roberto Carlos e Tom Jobim, entre outros.

Uma verdadeira aula de MPB que desde 1992 encanta milhares de espectadores por onde passa, contabilizando mais de 200 apresentações em 20 países, da América do Sul, África e Europa.

palco_eugenia_01Solo Brasil nasceu graças a uma iniciativa do Departamento Cultural do Ministério das Relações Exteriores, então chefiado pelo Embaixador Lauro Moreira.

O espetáculo é dividido em nove partes, celebrando nomes e épocas de ouro em que o Brasil se destacou em diversas categorias, tais como futebol, arquitetura e conquistas dos mercados internacionais. Paralelamente ao desenvolvimento nos mais variados setores, a música estava presente embalando a história do crescimento do país. No concerto, o publico conhece um pouco desta historia, através da “aula” narrada por Lauro Moreira, que anuncia em seguida a musica que esteve presente nas determinadas épocas dos respectivos acontecimentos históricos brasileiros.

palco_centro_01O repertório é preenchido, entre outras, por canções como (no capítulo “Época de Ouro”): “Rosa” e “Carinhoso” (Pixinguinha), “Pastorinhas” (Noel Rosa) e “Isto Aqui O Que É” (Ary Barroso). Em “Bossa Nova”, os temas: “Garota de Ipanema” (Tom Jobim) e “A Felicidade” (Tom Jobim e Vinicius de Moraes). Na seção dedicada à “Época dos Festivais”: “Aquele Abraço” (Gilberto Gil e Capinan), “Alegria, Alegria” (Caetano Veloso), “A Banda” (Chico Buarque) e “Ponteio” (Edu Lobo). O concerto encerra com o tradicional Carnaval, levando todo o público a levantar o pé do chão, cantando e dançando com os músicos.

publicoEm Portugal, “Solo Brasil” tem vindo a percorrer 10 cidades lusas, levando alegria por onde passa. A capital portuguesa, Lisboa, teve o privilégio de receber o grupo por 4 dias seguidos, no prestigiado Teatro da Trindade, da Fundação Inatel, junto ao Chiado. Como não poderia deixar de ser, foi desde a estreia quinta-feira (26) até domingo (29) um grande espetáculo, que contou com a presença de intelectuais, artistas e escritores portugueses, e gente da cultura em geral. Todos os entrevistados foram unânimes em afirmar que a musicalidade brasileira é contagiante e cheia de energia tropical.

eugenia_publicoO ex-Ministro da Cultura, Pinto Ribeiro, que há muitos anos visita o Brasil e conhece bem a cultural musical do país, confessou: “gosto muito da musica popular brasileira, do Samba e extraordinariamente de Bossa Nova. Acho que é uma coisa extraordinária aquilo que o Brasil fez com a musica, e a música que produziu a partir daquela mistura toda. É genial! Excelente seleção, excelente narrativa – acho que é uma apresentação extraordinária do Brasil e da música brasileira”.

Carlos Reis

Carlos Reis

Carlos Reis, considerado por muitos “o Pai do Novo Acordo Ortográfico”, achou o espetáculo “empolgante e entusiasmante. O Brasil é uma lição constante, por tudo aquilo que diz respeito a uma forma alegre de estar na vida, prazerosa como se diz no Brasil, uma forma positiva de estar na vida, que é uma coisa que falta muitas vezes em Portugal. E este espetáculo, montado pelo meu amigo Lauro Moreira, é bem um testemunho disso mesmo”.

De passagem por Lisboa, a Subsecretária de Políticas Culturais do Distrito Federal, Ione Carvalho, falou ao “quadros-cultura.com” que é amiga há trinta anos do Embaixador Lauro Moreira, é grande admiradora de seu trabalho e seu empenho na divulgação da cultura brasileira no exterior: “Este espetáculo faz um levantamento muito sério da cultura musical brasileira, mostrando nossa diversidade cultural”.

Ione Carvalho

Ione Carvalho

Para o grande idealizador da festa, Lauro Moreira, o Solo Brasil é: “uma visita guiada que eu criei um dia e que acabou dando muito certo. O Brasil é um país com uma cara própria, não se mistura com nada, tem personalidade, identidade própria, então, o nosso material cultural é muito bom. Se não conseguirmos transmitir isso, é incompetência nossa. Então, é preciso que nos dediquemos um pouco a isso, porque o resultado é sempre este que você viu hoje. Foi assim em tudo quanto é país. Eu tinha criado este espetáculo há muitos anos atrás, em Barcelona ainda, quando era Cônsul Geral lá, com um grupo de músicos brasileiros que morava em Barcelona, para criar um espetáculo que pudesse explicar, cantar e mostrar um pouco a música brasileira”.

solo_brasil_compoO Embaixador Lauro Moreira disse ainda: “O meu sonho sempre foi trazer este espetáculo aos países da lusofonia. Então começamos há dias com Cabo Verde, depois fomos à Guiné-Bissau e de seguida viemos para cá. Espero que no ano que vem possamos continuar, até chegar a todos os países de língua portuguesa. Foi editado agora um duplo CD com a gravação do espetáculo na íntegra, e estamos a rodar agora o DVD”.

Solo Brasil é composto por:

Maria Eugênia – Voz
Luiz Chaffin – guitarra, violão, cavaquinho, bandolim e direção musical
Pedro Braga – guitarra e cavaquinho
Henrique Reis – piano
Marcelo Martins - flauta e sax tenor
Marcelo Maia – baixo
Fred Valle – bateria
Edilson Morais – percussão e coreografia
Léo Bessa – som
Léo Moraes – roadie

Produção – Mônica de Oliveira

Concepção, texto, narração e direção geral – Lauro Moreira

O espetáculo estará ainda em cartaz por outras cidades do norte do país, nomeadamente em Guimarães (3 Dez,) e no Porto (4 a 6 Dez.)

Mais informações:
www.gruposolobrasil.com.br

(fotos João Teixeira)
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19th novembro, 2009

Choro Luso-Brasileiro no Palácio Foz

Raspa de Tacho lançam CD “Choro Malandrinho”

raspa_palacio_01Mesmo numa noite fria e de futebol, quarta-feira (18), decisivo para a classificação de Portugal para a copa do mundo, a luxuosa sala do Palácio Foz, em Lisboa, se encheu para ouvir o quarteto de choro “Raspa de Tacho”.

O grupo é formado por dois portugueses apreciadores da cultura brasileira – João Vaz (Sax Soprano), que morou 15 anos no Brasil e estudou musica no Conservatório Brasileiro de Música (CBM), no Rio de Janeiro e João Fião (Percussão), que embora não conheça o Brasil, é um grande conhecedor da música brasileira – e os brasileiros Gabriel Godoi (Violão 7 Cordas) e Tércio Borges (Cavaquinho), que moram em Lisboa há vários anos.

raspa_tachoO quarteto profissional da musica possui grandes afinidades com a musica instrumental de choro e cantam juntos há vários anos. Baseados nesta afinidade, resolveram gravar esta fusão cultural luso-brasileira com o lançamento de seu primeiro CD, numa produção independente que tem como titulo “Choro Malandrinho”.

O CD possui um repertório de composições de sua autoria e clássicos de compositores imortais brasileiros. Entre as composições encontram-se “Choro Malandrinho”, “Paraty Lisboa”, “Bang-Bang á Italiana” e “Baião Primeiro”. Entre os grandes e saudosos compositores clássicos do choro presentes no “ Choro violao_7_cordasMalandrinho” encontram-se Pixinguinha, cantor e compositor carioca, com “Lamentos” e o mestre do cavaquinho Waldir Azevedo, considerado um dos maiores representante do choro no Brasil, com ”Vê Se Gosta”. Outra gravação marcante é “Na cadência do Samba” e “Que bonito é”, composição do pernambucano Luís Bandeira.

pandeiroQuanto ao nome do quarteto “Raspa de Tacho” o autor, Gabriel Gadoi, disse que a inspiração surgiu baseado nas lembranças de sua infância. “Quando ia a casa na minha avó, gostava de raspar a comida que ficava no fundo da panela, pois acreditava que lá estava o melhor. Daí surgiu a ideia do nome para batizar nosso grupo, porque acredito que o choro faz um paralelo com a culinária, a mistura dos temperos para temperar a comida. O choro é resultado da mistura de ritmos da musica portuguesa, que chegou ao Brasil no século XIX para embalar as festas reais na corte, e foi se misturando com os ritmos brasileiro, africanos e vários outros. Desta mistura surgiu o choro”, esclareceu Godoi.

sax_sopranoAinda na expectativa de uma distribuidora para o seu trabalho, os “Raspa de Tacho” irão se apresentar no cenário igualmente luxuoso do Museu Nacional dos Coches domingo dia 29 de Novembro, pelas 17h00 (entrada gratuita), e planejam lançar o disco brevemente no Brasil.

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(fotos João Teixeira)

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Choro Malandrinho

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