1st dezembro, 2009

Raspa de Tacho no Museu dos Coches

geral_01

Choro entre Coches Reais

Num final de tarde fria e chuvosa de domingo (29), cerca de meio milhar de pessoas encheram o Museu Nacional dos Coches, em Lisboa, para assistir a uma viagem musical realizada há 5 anos pelo Museu, no último domingo de cada mês.

raspa_tacho_01

Raspa de Tacho

Neste último domingo de Novembro, deu-se seguimento ao programa “Viajando pelos famosos café-concerto do mundo”, sendo oferecido ao público o regresso ao famoso Café Papagaio do Rio de Janeiro, fundado em 1870 pelo português Domingos Ferreira Lino, sem dúvida o mais típico dos cafés brasileiros. Um conjunto composto de harpa, flauta e dois violinos executava na época músicas de Ernesto Nazareth e Chiquinha Gonzaga, animando um ambiente descontraído, do qual participavam Paula Nei, Bastos Tigre, Raul Pederneiras, Olegário Mariano e outras personalidades de destaque da Capital da República.

cafe_papagaioNum ambiente dominado pela pompa e luxo dos coches reais expostos, sua talha dourada reflectindo uma luz âmbar, lembrando a antiga iluminação a gás dos cafés do início do século passado, o público teve o prazer de desfrutar da popular música brasileira apresentada pelo grupo de choro “Raspa de Tacho”, formado por dois portugueses (João Vaz, sax soprano, e João Fião, percussão) e dois brasileiros (Gabriel Godoi, violão 7 cordas, e Tércio Borges, cavaquinho).

O grupo apresentou um repertório de seu recém-editado CD “Choro Malandrinho”, entre elas composições de K-Ximbinho, Waldyr Azevedo, Ernesto Nazareth, Frederico de Freitas e Pixinguinha, para além de originais próprios.

belle_epoque_raspa

Belle Époque Salon Orquestra e Raspa de Tacho, com Juliana Maujer

A segunda parte do concerto ficou por conta da “Belle Époque Salon Orquestra”, formada por sete músicos, três romenos, dois portugueses, um norte-americano e a cantora lírica brasileira Juliana Maujer, num conjunto de violinos, viola de arco, contrabaixo, piano de cauda e flauta, que apresentaram um repertório com temas brasileiros: choro, frevo e lundus, de nomes como Jayme Ovalle, Joaquim Callado, Catulo Cearense, Zequinha Abreu e Carlos Jobim.

pintor_daniel_monteiro

Pintor Daniel Monteiro executando sua arte

Além do concerto, o público pôde ainda assistir à criação de uma obra de arte com o pintor Daniel Monteiro. O artista retratou a óleo uma senhora que se candidatou como voluntária, ao vivo durante o concerto. “Nunca tinha pintado ao vivo diante de audiência tão grande”, declarou o pintor emocionado.

O concerto foi encerrado com o grupo “Raspa de Tacho” junto à “Belle Époque Salon Orquestra” e a cantora lírica Juliana Maujer, interpretando em conjunto “Carinhoso” (Pixinguinha).

Silvana Bessone, diretora do Museu Nacional dos Coches, está de parabéns por mais esta iniciativa – e a cultura brasileira mais uma vez se afirma por sua qualidade e universalidade.

(fotos João Teixeira)
VN:F [1.9.3_1094]
gostou?
Rating: 5.0/5 (1 vote cast)
Compartilhe - seus amigos agradecem:
  • Digg
  • del.icio.us
  • Facebook
  • NewsVine
  • Reddit
  • StumbleUpon
  • Google Bookmarks
  • Yahoo! Buzz
  • Twitter
  • Technorati
  • Live
  • LinkedIn
  • MySpace
  • email
  • PDF
  • RSS
23rd novembro, 2009

Mu Chebabi embala o Onda Jazz em Lisboa

Sérgio Zurawski, Babi Bergamini, Mu Chebabi, Claudia Góes, Ruca Rebordão

Sérgio Zurawski, Babi Bergamini, Mu Chebabi, Claudia Góes, Ruca Rebordão

Onda Carioca no OndaJazz

O OndaJazz, em Alfama, viveu noite à carioca, domingo (22), com a festa de lançamento do segundo CD de Mu Chebabi, ex-diretor musical do Casseta e Planeta (TV Globo, Brasil).

mu_palco_01mu_palco_01O simpático carioca subiu ao palco com o brasileiro Ciro Cruz (baixo) e o angolano Ruca Rebordão (percussão) e cantou e encantou a plateia com as músicas do seu CD lançado no Brasil este mês, “Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa”, sem esquecer o seu anterior trabalho. Entre os sons, “A Morena”, “Brasileiro” “A Beth Está Chegando”, “O Gringo”, e o sucesso gravado por seu parceiro Lenini, “Hoje eu quero sair só”.

babi_ruca
Babi Bergamini e Ruca Rebordão (Madredeus)

Ruca Rebordão apresentou um kit de percussão totalmente original, composto por um Carrom peruano, Bongó, uma Darbuca egípcia, um Rebolo do samba e do pagode do Rio de Janeiro, pratos, pandeiros e caixa – um conjunto de uma eficácia impressionante.

No intervalo de cada canção, Mu interagia com o público, falando de sua visita a Lisboa e do carinho com o qual tinha sido recebido por todos que o acolheram na cidade lusa, entre velhos e novos amigos.

Mu Chebabi revelou ainda que suas musicas são crónicas cantadas, e que algumas letras possuim origem Tupi-Guarani, como por exemplo “Borogodó”, que cantou em homenagem a sua filha. “Borogodó quer dizer charmosa… encantadora”, explicou ele.

mu_palco_02A noite contou com a participação em palco de sua amiga de vestibular no Rio de Janeiro, a intérprete e compositora portuguesa, Pilar Homem de Melo, neta do poeta português, professor e folclorista português, Pedro Homem de Melo.

Por fim, o bem humorado carioca convidou Cláudia Góes e Babi Bergamini, baterista do grupo português Madredeus, para comporem a elite percussionista e levar ainda mais som ao publico que curtia, cantado e dançando até altas horas, na onda do OndaJazz, embalado ao bom som carioca.

mu_ondajazzDepois de encantar o público lisboeta, Mu Chebabi segue para Alemanha, levando consigo o repertório carioca “Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa”. Mas prometeu voltar em breve, para uma grande campanha, com concertos nas principais salas e banda completa, na terra mãe da língua portuguesa.

Aguardem…

(fotos Joao Teixeira)

VN:F [1.9.3_1094]
gostou?
Rating: 5.0/5 (4 votes cast)
Compartilhe - seus amigos agradecem:
  • Digg
  • del.icio.us
  • Facebook
  • NewsVine
  • Reddit
  • StumbleUpon
  • Google Bookmarks
  • Yahoo! Buzz
  • Twitter
  • Technorati
  • Live
  • LinkedIn
  • MySpace
  • email
  • PDF
  • RSS

 Powered by Max Banner Ads